De 1 a 10, eu faço a diferença

E se todos os professores e formadores reconhecessem o impacto e a influência que têm na vida das pessoas e especialmente, das crianças e jovens que ensinam?

Será que sentiam a sua responsabilidade aumentar? Ficariam ainda mais comprometidos com a aprendizagem dos seus alunos?

Às vezes é só isso que falta. E é tão simples. Basta recuarmos alguns anos e recordarmos um professor com quem aprendemos bastante. Dou-vos uns minutos para se lembrarem de alguém que foi uma influência positiva no vosso sucesso escolar. Que vos fez acreditar que, se calhar, eram capazes e… não é que foram mesmo!?

O que distinguia esse professor ou mentor? Que qualidade ele/a possuía? Como eram as suas aulas?

Estas perguntas geraram uma reflexão muito interessante num grupo de professores em formação, na passada semana.

Em jeito de provocação e motivação para o início do ano escolar, proponho o seguinte exercício individual*:

  1. De 1 a 10, em que grau acredita que faz a diferença na vida dos seus alunos e formandos?
  2. Porque escolheu esse número, e não o número abaixo? (Por exemplo, se escolheu o número 5, deverá justificar porque escolheu o 5 e não o 4).
  3. Que pequeno passo poderá dar para aumentar 0.5 pontos? (No exemplo acima, aumentar 5 para 5.5).

Vai relembrar bons motivos para ensinar e, através da última questão poderá desafiar-se enquanto educador! Está preparado?

 

*Este exercício é inspirado na “Miracle Question’s Scale” (Trepper et al., 2010).

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4 thoughts on “De 1 a 10, eu faço a diferença

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  1. Não falo enquanto professora, mas falo enquanto técnica que trabalha competências com crianças jovens e famílias. 1- acredito que um 8;
    2- Porque acredito que tenho verdadeiramente capacidade para fazer o que faço, porque acredito nos meus valores; crenças e competências.
    3- o que posso fazer para aumentar 0,5 é respeitar mais os meus limites para que consiga continuar a ter critica construtiva suficiente sobre o que vou fazendo.

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  2. Um exercício que todos os professores deverian fazer.
    Tive o azar de ter tido maus exemplos de professores assim como a sorte de ter tido bons. A questão é que a má experiencia foi logo no 1’ciclo e estou certa que isso prejudicou muito as minhas aprendizagens e a minha imagem da escola. Só no final do 2’ciclo comecei a explorar verdadeiramente o que a escola tinha para me oferecer, pelo facto de ter tido professores que me incentivaram e confirmaram as minhas competências. E se nem esses professores tivessem feito parte da minha vida? O impacto negativo teria sido muito maior!

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